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Leituras: Is 22, 19 – 23; Rm 11, 33 – 36; Mt 16, 13 – 20.
Os temas Cristo e Igreja estão presentes na Liturgia deste final de semana, chamando a nossa atenção de que somos pertencentes à Igreja de Cristo e convidados a agir em favor desta Igreja, realizando no mundo o desejo de Jesus, de que todos cheguem ao conhecimento da verdade que liberta. São dois temas fundamentais da fé Cristã.
Isaías mostra como se concretiza o poder de quem serve, é a autoridade que agrada a Deus, pois quem exerce o serviço da autoridade deve fazê-lo como um pai, que procura o bem dos seus filhos e se esforça para isso com solicitude, com bondade e com afinco e firmeza.
Autoridade não é simplesmente ficar dando ordens, despertando o medo naqueles que estão ao seu lado, mas sim, ser o primeiro a se doar, dar o exemplo para que seja seguido, é uma motivação para que os que estão conosco entendam que não só se fala, mas se faz. Neste serviço da autoridade que busca o bem de todos, principalmente no serviço do Reino de Deus que é proclamado e anunciado pela Igreja, há um convite para contemplar a Riqueza, a Sabedoria e a Ciência de Deus, que realiza o seu projeto divino de salvação no Ser Humano.
A Igreja anuncia o Cristo, quer fazê-lo conhecido no mundo. Uma santa da Igreja disse certa vez percebendo a falta de fé existente no lugar onde ela estava que Cristo não é amado porque não é conhecido e, realmente é impossível amar o que não se conhece. Mas, para conhecer é necessário que haja um anuncio e o encontro pessoal para se definir se vai amar ou não.
Jesus lança uma pergunta aos discípulos e quer uma resposta. Esta resposta mostrará o conhecimento da pessoa e a adesão à missão de Jesus. “Quem é o Messias?”, “Quem é Jesus?”, pergunta lançada aos discípulos, pergunta lançada para a Igreja, pergunta lançada para nós, qual será a nossa resposta?
Os discípulos, na pessoa de Pedro, fazem sua profissão de fé em Jesus como o Messias, o Filho do Deus vivo e imortal, entendem que Jesus é muito mais que um revolucionário que tem por objetivo promover a desordem e o caos, vêem que ele tem um projeto de transformação da mentalidade do ser humano, querendo despertá-lo para a necessidade de se viver o amor-doação e, que Ele tem também um lado místico-espiritual que é a sua ligação com o Eterno, esta ligação dá força para realizar a vontade de Deus.
A pergunta é lançada para nós e somente nós podemos dar a resposta pela nossa experiência de fé. O nosso mundo não pode ignorar a Cristo porque nossa história está marcada por Ele e por tudo o que Ele fez em favor de todos.
Nesse domingo, a Igreja recorda e louva a vocação de tantos homens e mulheres que se dedicam incansavelmente na construção do Reino de Deus, chegam a tantos lugares onde os ministros ordenados, humanamente não podem chegar, e fazem isso na gratuidade. A todos a nossa Gratidão.
Padre Paulo Henrique Facin

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